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Crise agroambiental, globalização e capacidade de inovação dos pequenos agricultores familiares no Sahel: um exemplo africano pertinente para o Brasil?
A crise agrícola e alimentar grave que, no curso dos últimos anos, tem atingido o Niger e os países vizinhos da região saariana da África remete uma vez mais aos holofotes da atualidade uma região da África, o Sahel, que conhece dificuldades crônicas há muitas décadas (déficits climáticos, desertificação, queda na produção alimentar). Essa crise ecológica maior que, já há quase quarenta anos, atinge de maneira recorrente esta parte do continente africano é inseparável do movimento que se designou pelo nome genérico de “mundialização” ou “globalização” e que afeta com uma violência especial as pequenas comunidades camponesas colocadas na periferia desse sistema. Sob formas diferentes, é a mesma dinâmica que se verifica na África, Ásia e América Latian. Esse artigo não aborda essa questão de uma forma mais geral, mas traz o testemunho de um exemplo particular de modo a estimular a reflexão sobre outras realidades locais, em particular entre as que se pode encontrar no Brasil. Mostra especialmente que pequenos agricultores familiares que se encontram entre os mais pobres e marginalizados do mundo, expostos a condições naturais particularmente severas, provam sua capacidade de reagir, com um sucesso limitado mas real, às exigências e limitações que se desenvolvem numa escala temporal e espacial que vai muito além do seu contexto cotidiano de vida. Isso coloca uma questão teórica maior: a de saber se existem respostas globais aos mecanismos globais de dominação ou se uma estratégia pertinente deve incluir também respostas locais, apoiando-se sobre a capacidade de inovação e iniciativa dos próprios pequenos agricultores.
Crise agroambiental, globalização e capacidade de inovação dos pequenos agricultores familiares no Sahel: um exemplo africano pertinente para o Brasil?
A crise agrícola e alimentar grave que, no curso dos últimos anos, tem atingido o Niger e os países vizinhos da região saariana da África remete uma vez mais aos holofotes da atualidade uma região da África, o Sahel, que conhece dificuldades crônicas há muitas décadas (déficits climáticos, desertificação, queda na produção alimentar). Essa crise ecológica maior que, já há quase quarenta anos, atinge de maneira recorrente esta parte do continente africano é inseparável do movimento que se designou pelo nome genérico de “mundialização” ou “globalização” e que afeta com uma violência especial as pequenas comunidades camponesas colocadas na periferia desse sistema. Sob formas diferentes, é a mesma dinâmica que se verifica na África, Ásia e América Latian. Esse artigo não aborda essa questão de uma forma mais geral, mas traz o testemunho de um exemplo particular de modo a estimular a reflexão sobre outras realidades locais, em particular entre as que se pode encontrar no Brasil. Mostra especialmente que pequenos agricultores familiares que se encontram entre os mais pobres e marginalizados do mundo, expostos a condições naturais particularmente severas, provam sua capacidade de reagir, com um sucesso limitado mas real, às exigências e limitações que se desenvolvem numa escala temporal e espacial que vai muito além do seu contexto cotidiano de vida. Isso coloca uma questão teórica maior: a de saber se existem respostas globais aos mecanismos globais de dominação ou se uma estratégia pertinente deve incluir também respostas locais, apoiando-se sobre a capacidade de inovação e iniciativa dos próprios pequenos agricultores.
Crise agroambiental, globalização e capacidade de inovação dos pequenos agricultores familiares no Sahel: um exemplo africano pertinente para o Brasil?
Claude Raynaut (Autor:in)
2006
Aufsatz (Zeitschrift)
Elektronische Ressource
Unbekannt
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PEQUENOS AGRICULTORES E POPULAÇÕES TRADICIONAIS COEXISTINDO NA MATA ATLÂNTICA
DOAJ | 2022
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