A platform for research: civil engineering, architecture and urbanism
Precisamos falar sobre o outro. O outro em mim, o outro na cidade, o outro que mora ao lado e tantos outros
A vida humana tornou-se eminentemente urbana nesse início de século XXI, onde as relações e constituições dos sujeitos se dão e se formam no espaço público das cidades, onde, mesmo que muitos tentem eliminar essa evidência, é inevitável o cruzamento, o choque, o encontro com outros seres urbanos. Esses choques, cada vez mais intensos na vida contemporânea, colocam o sujeito em desconforto, incômodo, sofrimento. Para minimizar, ou pelo menos anestesiar, o sofrimento, desejamos e desenhamos uma cidade que distancia, silencia, individualiza. Este texto, com características de um ensaio crítico, traz apontamentos para uma necessária reflexão sobre a presença desse outro na cidade e provoca a um outro modo de encarar, olhar essa presença. Provocações auxiliadas pela conceituação de Unheimlich de Freud, do Outro de Lacan, das leituras argutas de Cesarotto e Kehl e de uma possível representação na Arte das questões levantadas, com o filme El hombre de al lado. Considerações para uma reflexão sobre (o) viver na Cidade contemporânea.
Precisamos falar sobre o outro. O outro em mim, o outro na cidade, o outro que mora ao lado e tantos outros
A vida humana tornou-se eminentemente urbana nesse início de século XXI, onde as relações e constituições dos sujeitos se dão e se formam no espaço público das cidades, onde, mesmo que muitos tentem eliminar essa evidência, é inevitável o cruzamento, o choque, o encontro com outros seres urbanos. Esses choques, cada vez mais intensos na vida contemporânea, colocam o sujeito em desconforto, incômodo, sofrimento. Para minimizar, ou pelo menos anestesiar, o sofrimento, desejamos e desenhamos uma cidade que distancia, silencia, individualiza. Este texto, com características de um ensaio crítico, traz apontamentos para uma necessária reflexão sobre a presença desse outro na cidade e provoca a um outro modo de encarar, olhar essa presença. Provocações auxiliadas pela conceituação de Unheimlich de Freud, do Outro de Lacan, das leituras argutas de Cesarotto e Kehl e de uma possível representação na Arte das questões levantadas, com o filme El hombre de al lado. Considerações para uma reflexão sobre (o) viver na Cidade contemporânea.
Precisamos falar sobre o outro. O outro em mim, o outro na cidade, o outro que mora ao lado e tantos outros
Ricardo Luis Silva (author)
2019
Article (Journal)
Electronic Resource
Unknown
Metadata by DOAJ is licensed under CC BY-SA 1.0